Vilhena
Página na internet revela mercado da prostituição aquecido em Vilhena
Dois dos entrevistados admitem que deixariam a atividade se tivessem oportunidade em outro segmento.

Por Folha do Sul
Publicado 13/09/2020
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Pixabay/geralt

Procurando traçar um perfil das pessoas que procuram serviços sexuais em uma famosa página virtual de acompanhantes para adultos em Vilhena, a equipe de reportagem conversou com três pessoas que possuem perfis no site, sendo uma mulher, um homem e um trans, que afirmaram que maior parte de seus clientes, são casados.

Para cada um dos jovens, com idades entre 21 e 24 anos, que se definiram como bissexual, hetero e trans, foram feitas 10 perguntas, sendo a primeira delas, se o ramo da prostituição é a única fonte de renda deles e qual motivo que os levaram a optar por esse trabalho.
 
Os três profissionais mantêm fotos e informações no endereço virtual, onde deixam seus números de contato, e é através deles que são procurados pela clientela.
 
De acordo com a jovem de 21 anos que está a três no ramo e se diz bissexual, esta é sua única fonte de renda e entrou para a prostituição após a separação dos pais, para não ver os irmãos e a mãe passarem por necessidades.
 
A jovem relatou ainda que viaja por várias cidades a trabalho, já tendo saído do Estado algumas vezes e que o lucro na maioria delas é “satisfatório”. Ainda segundo ela, maior parte de seus clientes tem faixa etária entre 20 e 50 anos e são homens casados, porém, a profissional também atende casais.
 
Por fim, a garota afirmou nunca ter sofrido nenhum tipo de violência por preconceito ou durante a prestação de seus serviços, mas admite que, se tivesse oportunidade, sairia da prostituição. Ela também diz que seus familiares sabem sobre o que faz, porém, preferem não tocar no assunto.
 
Já o transexual, de 24 anos, que também respondeu as mesmas perguntas, afirmou que entrou para a prostituição há oito anos, porque era o que dava dinheiro mais rápido na época e que sua clientela possui faixa etária entre 29 e 70 anos, sendo a grande maioria homens casados que afirmam querer quebrar a rotina e preferem agir como passivos.
 
Não apoiado pela família, o trans afirmou que já sofreu muito preconceito por parte da sociedade e já brigou com travestis por ponto de trabalho, mas que nunca foi agredido por clientes, e garante que se tivesse outra oportunidade, deixaria o ofício.
 
Por sua vez, o rapaz entrevistado, que se garantiu hetero e tem 22 anos, trabalha durante o dia no ramo da construção civil e alegou ter entrado para prostituição por gostar muito de transar.
 
O jovem que só atende mulheres e casais, disse que o lucro não é ruim e que seu público está entre 24 a 34 anos, sendo a grande maioria, no seu caso, de mulheres solteiras.
 
Sem intenção nenhuma de sair do ramo no qual está há seis meses, o jovem afirmou que sua família nem sonha que ele se prostitui.

Fonte: Folha do Sul

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